A creatina não é só para o ginásio: porque tem lugar num protocolo de longevidade

A barbell with a weight plate resting on a dark gym floor

A creatina monohidratada é um dos suplementos mais estudados que existem, e durante quatro décadas essa investigação foi dirigida quase inteiramente aos atletas. As razões pelas quais as pessoas a tomam hoje — manter o músculo com a idade, desempenho cognitivo, simples metabolismo energético — pouco têm a ver com levantar mais peso. Eis o argumento, e a dose.

A versão curta

  • 3–5 g por dia, todos os dias. A hora quase não importa. A consistência importa.
  • Salta a fase de carga. Poupa-te cerca de duas semanas e custa-te um estômago inchado.
  • A monohidratada é a forma com evidência. Os sais exóticos custam mais e provam menos.
  • Não é só um suplemento para o músculo. O cérebro funciona com o mesmo sistema de fosfatos.

O que a creatina faz de facto

Qualquer célula que trabalhe em esforços curtos e intensos funciona a ATP, e o ATP esgota-se em segundos. O fosfato de creatina é a reserva que o reconstrói. Cerca de metade do que transportas vem da alimentação — sobretudo carne e peixe — e o teu corpo produz o resto. Come menos carne, ou simplesmente envelhece, e as reservas no músculo e no cérebro tendem a ficar abaixo do que podiam. Suplementar faz uma coisa: atesta o depósito.

O músculo é uma questão de longevidade

A partir de cerca dos trinta anos, os adultos perdem um a dois por cento de massa muscular por ano sem treino de resistência. Não é uma questão de aparência. O músculo governa como lidas com a glicose, a probabilidade de caíres aos oitenta e a reserva que tens quando uma doença te custa duas semanas de cama. A creatina não vai construir nada disso sozinha. Torna o treino que já fazes ligeiramente mais produtivo, semana após semana, pelo preço de um café por mês.

O cérebro funciona com o mesmo sistema

O tecido cerebral também armazena creatina, e a procura sobe quando o sistema está sob pressão. As descobertas mais consistentes vêm exatamente dessas situações — privação de sono, fadiga mental, ingestão alimentar baixa — e não de pessoas descansadas que já comem carne com fartura. É um efeito modesto onde chega a aparecer, o que vale a pena saber em vez de contar com ele.

Dose, hora e a questão da carga

Três a cinco gramas por dia, todo o ano. Um protocolo de carga de vinte gramas repartidos por cinco a sete dias satura as reservas mais depressa, mas chegas ao mesmo sítio de qualquer das formas, e a dose alta é o que causa o inchaço de que as pessoas se queixam. Toma-a quando te fores mesmo lembrar: no café, com uma refeição, num shaker depois do treino. Bebe água e conta com um quilo ou dois na balança nas primeiras semanas — é água puxada para o músculo, ou seja, o mecanismo a funcionar.

A nossa creatina

As três que vendemos são creatina monohidratada micronizada simples, que é a única distinção que importa: Creatine Monohydrate Powder da Designs for Health, Lineage Creatine Monohydrate num frasco de 454 g e Blueprint Creatine com 5 g por dose. Se estás a treinar a sério, músculos e recuperação tem o resto da gama.

Resumo

A creatina é barata, exaustivamente estudada e útil por razões que duram mais do que a carreira de ginásio de qualquer pessoa. Cinco gramas por dia, monohidratada, sem carga, sem ciclos. Apoia o treino que mantém o músculo em ti — e o músculo é uma das poucas coisas a que ainda podes estar a acrescentar aos sessenta.

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Este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento médico.